Uma mensagem à liberdade.
Foi há 51 anos que Portugal se libertou da opressão, do medo, da angústia e da morte que a ditadura causava. Muito aprendemos, muito esquecemos. Mais do que nunca, precisamos de nos lembrar!
Pelo mundo, há guerra na Ucrânia, que leva milhares de vidas todos os anos; guerra em Gaza, que o mesmo caminho segue; discursos de ódio, que matam os cravos de abril e, mais grave do que tudo, há quem nestes veja verdades. Como dizia Martin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”. Há tantos anos foi, mas tão atual está!
Cada vez mais o nosso ego é o motor que empurra a Terra, motor esse que polui os campos onde cresce a paz.
Concretizar a revolução de ’74 representa mais do que um dia, representa História, portanto, um bocadinho de cada um de nós, e, por isso, temos o dever de cuidar dela, como se fosse alguém, apesar de não o ser; e por não ser, é dum povo!
Com tanta coisa, é impossível que a liberdade, esta dos cravos, não esteja de luto!
Escrito a 25 de abril de 2025 por Francisco de Melo Ambrósio.
Autor: Francisco Ambrósio
Chamo-me Francisco de Melo Ambrósio.
Tenho 18 anos e estudo Línguas e Humanidades, mas isso é só o que está no papel. O que não vem nos horários da escola é a vontade que sempre tive de perceber o mundo, e, às vezes, de o contrariar.
Escrevo com o que penso, mas também com o que sinto. Falo de política, de sociedade, de juventude e de tudo o que mexe connosco nos dias de agora. Faço-o desde os 15 anos, em lugares como o jornal "Mais Ribatejo", o blogue "Mesa de Amigos" e, mais recentemente, na minha própria casa de escrita: o Crónicas dum Moço, um espaço onde se escreve devagar, sem ruído, e com verdade.
Tenho o hábito de participar onde há discussão com sentido: representei Santarém no Parlamento dos Jovens, a nível nacional; passei pelo projeto Cidadãos em Ação, pela Escola de Verão da Fundação Francisco Manuel dos Santos (em torno da Geopolítica), estive no Encontro Nacional de Juventude a defender a liberdade das associações juvenis – que é só outra forma de defender a democracia – e sou membro do Projecto Academia, onde procuramos dar cobertura a todos os eventos da vida académica.
Sou crítico de verdades absolutas e curioso com o que não tem resposta fácil.
Se há algo que me move, é esta vontade teimosa de não aceitar o mundo só porque ele “sempre foi assim”.
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